Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Dia-a-dia #43

BOM ANO NOVO

No sitemeter #36

Eco
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Textos insones #24

Pancada

Terminei o ano de 2008 com uma forte pancada na cabeça, literalmente; o tampo de uma assassina, anciã escrivaninha de cerejeira, que coabita comigo há cerca de 20 anos, caiu-me na cabeça e como tinha a chave no sítio certo, fui parar ao hospital de Sta Maria; levei uns pontinhos, ou nas palavras de quem me atendeu por lá nas urgências, fui suturada. Isto aconteceu nos preparativos para o jantar, os convidados a chegarem e eu com uma toalha ensanguentada na cabeça; a minha irmã Xum que tem uma paciência desgraçada para me aturar, levou-me para as urgências. Sta Maria é um local extraordinário, porque apesar de ser um mundo de gente num edifício impessoal, desumano até, aquilo funciona; sempre que lá vou parar, visto que é o Hospital da minha área de residência, pergunto-me sempre como é que aquilo ainda funciona. Assim foi, atendeu-me um atraente jovem cirurgião que tratou do assunto num instante, comentando comigo que na semana passada também tinha batido com a cabeça num ar condicionado e que um colega o suturou – gostei do termo, é coisa que resolve as pancadas. Cheguei pouco antes da meia-noite a casa, comecei 2009 rodeada de amigos e ainda fui bailar até às tantas da madrugada no Ateneu Comercial de Lisboa. Só no dia seguinte é que contei aos meus pais o acidente, mas eles tinham passado por um bem pior: na rua onde moram em Évora, uma louca meteu na cabeça que a casa deles e do vizinho eram residências universitárias e queria entrar para ver os amigos. Durante o dia, um dos meus irmãos ainda a tentou acalmar, explicou-lhe que não viviam ali universitários. Na noite de 31, ela partiu os vidros das janelas do rés-do-chão da rua, e pegou fogo à garagem do vizinho. O meu irmão é a única testemunha, mas o pai da rapariga já se deu como responsável pelos estragos. Estou contente com o fim de 2008 e sinto que o novo ano só pode ser melhor, porque terminar o ano com uma chave a bater-me na cabeça tem que se lhe diga – e com a casa dos meus pais a ser atacada.

Texto postado no Insónia a 4/1/2009, o ano de 2009 foi intenso, cheio de mudanças de tal modo que tenho dificuldade em fazer algum balanço. Quanto à passagem do ano, ainda não decidi se saio de casa ou fico por aqui sossegada no quentinho.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

No sitemeter #35

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alguém chegou a esta casa no tempo procurando doutoramento em Belas-artes e encontrou eco.

Portefólio #11


O post anterior desta série reflectia sobre a produção no ano de 1996 e foi escrito em Outubro, quando estava à espera do resultado da candidatura a Doutoramento nas Belas-artes: entretanto regressei ao jardim de infância e nunca mais peguei no assunto. O regresso tem acordado memórias, talvez por isso nunca mais peguei no portefólio. Agora que estou de férias, dou continuidade ao assunto: no verão de 1996 tive uma excelente experiência fora daquele sítio; a escultora Virgínia Fróis, que tinha sido minha professora no 3º ano, desafiou-me para ir com uma colega trabalhar num telheiro em Montemor-o-novo. Na altura tinha feito desenhos a partir de “As cidades invisíveis” do Ítalo Calvino, executei-os em casa; aliás, a prática do desenho é a actividade mais constante na minha produção criativa. O livro marcou-me devido a ser composto por descrições de cidades imaginárias do Oriente: o que me levou a criar uma espécie de escrita, uma ideografia com referências arquitectónicas. No telheiro, trabalhei ao lado dos operários que produziam tijolos e ladrilhos artesanais, fiz pequenas maquetes em barro, que foram cozidas nos fornos de lenha, junto aos tijolos. Foi uma experiência intensa, sobretudo em termos humanos, o convívio com as pessoas, o dia a dia num espaço de trabalho tão diferente. A Virgínia foi das poucas pessoas positivas que conheci nas Belas, admiro a sua força e persistência. Agora que voltei para lá, reencontrei-a e está igual a si própria, continua com o mesmo sorriso e sempre com uma palavra amiga; existem poucas pessoas assim no mundo e tem sido privilégio voltar a cruzar-me com ela nos corredores frios das Belas.


sábado, 26 de dezembro de 2009

Música nesta quadra#7(Não entrar como um turista no coração de uma mulher)



EU NÃO ME ENTENDO
(José Luis Gordo / José Mário Branco)

Entrego a minha voz ao coração do vento
E quanto mais água dos meus olhos corre
Mais fogo acendo
Eu não me entendo
Eu não me entendo
E por ti já gastei o pensamento
Ai amor, ai amor, se o tempo
Já gastou, já gastou o nosso tempo
Eu não me entendo
Eu não me entendo
A primavera do meu tempo
Já gastei a primavera do meu tempo
Já fiz da boca jardins de vento
E não me entendo
E não me entendo
Eu não me entendo

cantado por Camané

Concerto de Natal dos Ventilan na Trama aqui




sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dia-a-dia #42

Natal 2009: finalmente uma mulher atropelou o Papa, visto que todos os caminhos vão dar a Roma.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Artes #12

Federico Barocci, "La Madona della gata", 1575

Poema #52


MARK ROTHKO: NUMBER 207- RED OVER DARK
BLUE ON DARK GRAY, (1961)


Não sei o que há entre Dvisnsk
e Nova Iorque,

e mesmo que soubesse
proporia que tudo fosse silenciado,

que nada se dissesse,

e só o avassalador silêncio
pudesse dizer quem fui e o que fiz.

As palavras enredam-nos em armadilhas
mortais
e nada há mais mortal
que a vida,

por isso,
as minhas telas
são o silêncio que são,

onde as cores se demoram
para que a exaltação do silêncio
permaneça e se guarde

e só quem as contemple reconheça
o que lá está:

a dor,
o sofrimento,
a vida em estado puro.

Se alguma coisa tenho para dizer,
direi, apenas, que há emoções
desconhecidas no que faço,

e que é pela claridade que confronto
o público
com as telas

que, com elas,
deve gritar e chorar,

porque foi exactamente aos gritos e a chorar
que as pintei,

rangendo os dentes
e insuflando-lhes vida.

Vejam:

alio este vermelho a este azul,

as cores conjugam-se,
mesmo repelindo-se,

e, olhando bem,
não é só o vermelho e o azul o que se vê,
aqui, em frente à tela,
mas tudo o que nos toca o coração,

e se encontra latente na memória

e, pelo confronto,
chega.

O azul, por exemplo:

sente-se que oscila,

sente-se que nos leva para trás,
sente-se que nos arrasta pela nuca

e nos coloca
perante obsessões
que nos envenenam.

E, levando-nos para trás,
os nossos olhos fecham-se,

e entramos num quarto muito escuro,
e, no escuro, reconhecemos
o azul do brilho de uma lâmina,

e os nossos dedos,
azuis,
tocam a lâmina,
e a lâmina,
azul néon e mate,
impele-nos a confrontar a morte,

até que não podemos mais
e, a correr, saímos.

E o vermelho

– é, tão-só, vermelho,

ou atrai-nos para um poço?

O poço é escarlate,

e escarlate sendo, o que se vê?

Uma mulher deitada numa cama,
com um roupão vermelho,

e as unhas pintadas de vermelho,

e a boca vermelha,

e a cabeça caída sobre uma almofada,
também vermelha,

de um vermelho vivo,
tão brilhante,

que sabemos
que há um crime oculto no vermelho
que nós observámos na infância.

Vejamos o conjunto:

o azul está por baixo e, por cima,
o vermelho primário a transformar-se
em lábios,
corais,
crepúsculos,

e um sortilégio avassalador
que nos leva a um monte com um túnel.

Atravessando o túnel
vemos as cidades,
e, por cima das cidades,
o demónio,

e o demónio blasfema,

e lembra-nos a indiferença
com que os nossos pais nos abandonaram,

e é medonha a noite,
e é medonha a sensação de termos sido
abandonados.

No fim, há só silêncio.

Mas o milagre já aconteceu,

já cada um de nós foi confrontado
com o que não queria ver
pela selvajaria da serenidade

e pode, depois disso,
voltar para casa.

De novo vem a nós
o silêncio:

estamos em casa
e as cores, de tão amenas,
são já frenéticas,

e os nossos dedos rasgam-nos
a carne,
e supliciamos o corpo,

e percebemos que há pouco sentido
na vida que levamos.

Tem cor a nossa vida?

E a resposta chega-nos,
certeira e inequívoca,
enquanto nos lembramos
dos gritos e do choro
que, em frente ao quadro,
produzimos,

e da força que há na nossa natureza,

e dos milagres possíveis
que em cada coisa há.

Coube-nos viver num tempo de assassinos,
mas é a claridade que almejamos,

não a que veio ao quadro convocar-nos,
mas a que, pelo poder da pintura,
se instala em nós,
a modular a noite
e a apaziguar-nos.

É essa claridade que procuro,
– e o silêncio.

O silêncio das cores e o seu apelo
irrevogável,

de que nada há a temer,
mesmo que atemorize.

A vida é isso mesmo:

o medo à nossa frente,
imóvel como a esfinge,

e nós sempre a enfrentá-lo,

transparentes,
aflitos,
condenados,

mas prontos para ver

as cores do infinito.

Amadeu Baptista


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Poema #51


Brueghel, o Velho, Caçadores na Neve, óleo sobre madeira, 1565.

A neve não branqueia as casas todas,
nem nós alguma vez pudemos patinar
sobre um rio gelado,
nem os homens caçaram
perus selvagens:
os cães perderam
o faro com a neve que encobriu
os trilhos para a ceia de Natal.
A vida não é fácil,
embora Brueghel queira gente
a divertir-se sobre o rio.
O certo é que o quadro
emite uma outra música,
e a que ouvimos agora,
na praça da cidade,
é má e tem segundas intenções.

Nuno Dempster

Encontrado aqui

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sou fã dos Ventilan



quarta-feira, 23 de Dezembro às 22h00
Concerto de Natal
Ventilan

Os Ventilan não nasceram de uma ideia, nasceram de uma vontade. Não são, por isso, um projecto. São puro acto. Seguem à risca a máxima segundo a qual a poesia é cada vez mais claramente a antimatéria da sociedade de consumo. Cada acto é um ensaio e cada ensaio é, helás!, um acto. Raramente o acto acontece mais que uma vez por ano. Os (in)suspeitos implicados são: Nuno Moura na leitura, Pedro Serpa nos sopros, Henrique Fialho nas cordas, Luís Fonseca no teclado. Por cima do ruído é costume escutarem-se versos, mas nada impede que por cima dos versos se venha a escutar ruído. Tudo porque a poesia é, também e talvez sobretudo, para gingar, pronunciar, respirar, dançar, menear, cantarolar, representar, exorcizar, clamar, vociferar, gritar, goelar, tragar, manjar, respirar, respirar, respirar.

Nuno Moura Henrique Fialho Pedro Serpa Luís Fonseca
Mais informações: aqui.


domingo, 20 de dezembro de 2009

No sitemeter #34

Eco
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sábado, 19 de dezembro de 2009

No sitemeter #33

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dia-a-dia #41

Ontem a Lua avisou-me - estava a escrever no computador, ela foi para o armário da sala e mandou uma caixa de CDs para o chão. Levantei-me, zanguei-me e ela continuou em cima do armário a miar e a refilar comigo. Achei esquisito porque com o frio, ela não sai de frente do radiador que está ao pé do computador onde estou a escrever. Nisto ouvi o estrondo, a gata pisgou-se para debaixo da mesa da sala e não saiu de lá, sentiu-se na estrutura do prédio inteiro e juro, o armário de livros do meu quarto desandou - pensei logo, foi um tremor de terra e se fosse maior o raio do armário caía com os livros todos em cima de mim. Liguei a Sic noticias e passado um bocado vi a noticia do sismo. Nunca mais vou olhar para o armário da mesma forma.

Artes #11




Fundação Orgasmo Carlos ofereceu uma iluminação de Natal como deve de ser à aldeia da Capinha no Fundão.
Eco
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alguém escreveu no google sou trombuda e cá veio parar a estas fotografias

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Poema #50

O SAPATEIRO

Costumávamos jogar ali à bola.
A praça da igreja erguia-se
uns dois metros acima de umas pequenas hortas
que estavam ao lado de um sapateiro.
Quando a bola caía, algum dos nossos
tinha de ir rápido dependurar-se.
Se o sapateiro chegava lá antes,
cortava-a com o seu cutelo.
Não sei que pescoço cortava na bola
de borracha daquelas crianças. Dava-me medo.
Um medo que já não era o mesmo
que o dos contos ou do quarto escuro.
Era um medo mais duro. Mais real.
Como quando tu estavas com outro,
ou quando morreu a nossa filha.


Joan Margarit ( tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas) in “ Casa da Misericórdia”, Ovni, 2009

No sitemeter #32

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