Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Nova casa #7

Regressei ontem após as férias com a família - não a escolhi e é o pior e melhor que tenho. A casa pareceu-me distante, como se não me pretencesse, a gata Lua é que ficou contente porque detesta fazer viagens de carro. Ao acordar só me perguntava o que estou aqui a fazer.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

No sitemeter #5

Eco
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Alguém veio parar a esta casa no tempo pesquisando procuro nas lojas de salvador vestido branco uma cerimónia e encontrou eco, ironias do destino.

Poema #25




Martha Argerich a tocar o Romance do Concerto para piano e orquestra nº1 em mi menor de Chopin

CHOPIN: UM INVENTÁRIO


Quase sessenta mazurkas; cerca de trinta estudos;
duas dúzias de prelúdios; uma vintena de nocturnos;
umas quinze valsas; mais de uma dúzia de «polonaises»;
«scherzos», improvisos, e baladas, quatro de cada;
três sonatas para piano; e dois concertos para piano e orquestra,
uma "berceuse", uma barcarola, uma fantasia, uma tarantela, etc.,
além de umas dezassete canções para canto e piano; uma tuberculose mortal;
um talento de concertista; muitos sucessos mundanos; uma paixão infeliz;
uma ligação célebre com mulher ilustre; outras ligações sortidas;
uma pátria sem fronteiras seguras nem independência concreta;
a Europa francesa do Romantismo; várias amizades com homens eminentes;
e apenas trinta e nove anos de vida. Outros viveram menos, escreveram mais,
comeram mais amargo o classicamente amargo pão do exílio, foram ignorados
ou combatidos, morreram abandonados, não se passearam nas alcovas
ou nos salões da glória, confinaram-se menos ao instrumento que melhor
[dominavam,
e mesmo foram mais apátridas sofrendo de uma pátria que não haja.
Além disso, quase todos escaparam mais à possibilidade repelente
de ser melodia das virgens, ritmo dos castrados,
requebro de meia-tijela, nostalgia dos analfabetos,
e outras coisas medíocres e mesquinhas da vulgaridade, como ele não. Ou de ser
prato de não-resistência para os concertistas que tocam para as pessoas que
[julgam
que gostam de música mas não gostam. Ainda por cima
era um arrivista, um pedante convencido da aristocracia que não tinha,
um reaccionário ansiando por revoluções que libertassem as oligarquias
da Polónia, coitadinhas, e outras. E, para cúmulo,
a gente começa a desconfiar de que não era sequer um romântico,
pelo menos da maneira que ele fingiu ser e deixou entender que era.
Uma arte de compor a música como quem escreve um poema,
a força que se disfarça em languidez, um ar de inspiração
ocultando a estrutura, uma melancolia harmónica por sobre
a ironia melódica (ou o contrário), a magia dos ritmos
usada para esconder o pensamento - e escondê-lo tanto,
que ainda passa por burro de génio este homem que tinha o pensamento nos dedos,
e cuja audácia usava a máscara do sentimento ou das formas livres
para criar-se a si mesmo. Tão hábil na sua cozinha, que pode servir-se
morno, às horas da saudade e da amargura,
quente, nas grandes ocasiões da vida triunfal,
e frio, quando só a música dirá o desespero vácuo
de ser-se piano e nada mais no mundo.

Madison, 19/12/1966

Jorge de Sena, Poesia II, Arte de Música, pp. 184-185, Edições 70, Lisboa, 1988.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dia-a-dia #16

Breve passagem pela casa até ir para férias mesmo, sem ilustrações para fazer. Estive o fim de semana em Évora e fiquei triste. Hoje já devorei uma embalagem de gelado Chunky Monkey da Ben & Jerry.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

No sitemeter #4


Eco
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Alguém veio parar a esta casa no tempo procurando poema eco quer brincar comigo e encontrou este poema.

domingo, 2 de agosto de 2009

Portefólio #8




Mais imagens dos fotogramas realizados em 1994 sobre os quais escrevi no anterior post. A organização do portefólio que estou a fazer nesta casa no tempo tem-me levado a questionar porque é que tenho produzido tanto e mostrado tão pouco. Acho que é positivo pensar nestas coisas, ao mostrá-los por cá poderá ser o primeiro passo para novos projecto no futuro.

sábado, 1 de agosto de 2009

Portefólio #7



No ultimo post iniciei o relato sobre a experiência de frequentar durante 6 meses uma escola em Halifax no Canadá: na altura produzi muitos fotogramas a cores de grande formato. O processo de trabalho era aliciante: primeiro desenhava em papel vegetal textos labirínticos e outros desenhos, semelhantes aos que tinha realizado em 1993. Depois, na câmara escura colocava-os sobre papel fotográfico, articulados com vários objectos, expunha-os à luz do amplificador e revelava-os numa máquina para grande formato. No ano anterior tinha feito pequenos fotogramas a preto e branco (máximo em A3), no laboratório que tinha montado na casa de banho de minha casa. Uma das diferenças é que quando se trabalha a revelação num laboratório a preto e branco, existe uma pequena luz de presença e permitia-me compor as imagens, ou seja, escolher em que sitio colocava desenhos e objectos. Nos fotogramas a cor isso não acontecia: porque não se pode ter uma luz de presença na câmara escura, assim, os desenhos de grande formato e objectos eram colocados às apalpadelas sobre o papel fotográfico, que ocupava o chão do laboratório, só via o resultado da “composição” depois de o inserir na máquina de revelação. Assim, cada fotograma era sempre uma surpresa. Alguns deles foram expostos em Dezembro, na exposição colectiva dos alunos de Garry Kennedy, na galeria da escola; mas meu principal objectivo era realizar uma exposição individual com esta enorme quantidade de trabalho quando regressa-se a Portugal – algo que não consegui concretizar. Lembro-me que os guardei num enorme rolo de cartão e que o abraçava no aeroporto e de me terem chateado para o colocar na bagagem, quando estava no check-in; mas não me separei daquele enorme rolo de maneira nenhuma, estava ali a minha a minha paixão, regressei a Portugal abraçada àquele pedaço da minha vida. Mal aterrei, mostrei o trabalho em duas galerias e a resposta foi a mesma: que já estavam a prover outros jovens artistas e aconselham-me a inserir-me nalgum grupo. Passado dois anos mostrei três destes fotogramas numa exposição a convite do Paulo Mendes no CAPC em Coimbra, intitulada “ Zapping Esctasy”: o Paulo colocou-os na sala Ernesto de Sousa, que tem as paredes pintadas de preto, onde também se apresentavam diversos vídeos, o que resultou muitíssimo bem. A exposição foi uma boa experiência, onde conheci e convivi com outros artistas, durante a montagem houve umas animadas refeições. O transporte, a organização e a forma como as coisas decorreram foi boa, excepto no final, onde tive uma surpresa desagradável. Quando a exposição terminou, os trabalhos não me foram entregues de imediato, porque havia a hipótese de haver itinerância, de vir também para Lisboa. Na altura, os fotogramas foram guardados na cave do CAPC, eu confiei que tudo estaria bem e em condições. O tempo passou e nunca mais a exposição vinha para Lisboa. Passado dois anos, resolvi ir ao CAPC pelos meus próprios pés buscar os trabalhos: deparei-me com eles embrulhados às três pancadas, colocaram plástico à volta, mas com a fita na parte da frente e estavam numa cave bastante húmida. Para a exposição, emoldurei-os numas caixas pretas, com vidros acrílicos o que foi bastante caro, devido à dimensão que eles tinham. O acrílicos estavam riscados e ficaram com as marcas de cola da fita, algo que ainda hoje se pode ver nos que estão pendurados nas paredes da minha casa. No entanto, salvei-os daquela cave húmida, fui a tempo antes de se deteriorarem. Aprendi com esta experiência que devemos estar atentos às nossas coisas quando entramos em exposições colectivas, porque podem ser muito mal tratadas. Hoje em dia, os fotogramas que não estão emoldurados encontram-se guardados dentro do meu guarda fato, numa dura capa que fabriquei e assim se têm mantido em bom estado. Talvez um dia consiga expô-los a todos, num espaço como deve de ser, se tiver dinheiro para os emoldurar, vontade e força para o fazer.



Eco #4

POESIA

micróbio de HMBF