Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Dia-a-dia#228

Sonhei estava nos arcos da praça do Giraldo, descia em direcção à Igreja de S. Francisco na companhia de três professores, dois deles sei que já morreram e tinham óculos dos anos 60 nos olhos, um está vivo mas velhote. O velhote em tom provocatório disse-me: "não entendo porque foste para as Belas-Artes, não deverias ter feito isso". Respondi-lhe: "não se pode fazer nada em relação ao passado, não posso voltar atrás e mudar. Só o posso aceitar". Nisto eles entraram num café e eu continuei em direcção ao mercado, era de madrugada, lembro-me do movimento dos vendedores, as cores das frutas e legumes. O pior foi voltar para trás, para a casa dos meus pais em Évora, vi as janelas do rés-do-chão, uma delas tinha a forma de um armário parecido ao da minha sala em Lisboa, as portadas estavam abertas. Acordei quando estava a saltar lá para dentro, estava quase a entrar.