Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Dia-a-dia # 285





Que bem que o Sting canta o John Downland.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Dia-a-dia #284

Eutanásia: só se pode estar contra ou a favor? Detestei ver como este assunto delicado nos últimos dias foi discutido  a preto e branco. Havia os do sim à vida a puxar dos galões morais, a vida é sagrada, o horror da eutanásia é um assassinato ou crime, algo que rejeito totalmente. E os que defendem o direito a uma morte digna, a referirem a liberdade de opção individual, onde o pedido de morte perante o sofrimento extremo é encarado como um direito, colocavam-se em posição de vanguarda, acusando quem estava contra de conservador. Pois eu faço parte do pessoal que tem dúvidas sobre a legalização da eutanásia, e rejeito totalmente o discurso de quem estava contra a eutanásia. O bom do debate é que trouxe a público que já existe o testamento vital, algo que em caso de ter uma doença terminal eu iria recorrer. E fiquei também a saber, que existe a sedação paliativa terminal aplicada em casos extremos de sofrimento. É bom saber que estas opções já existem e gostava que fossem mais divulgadas e debatidas, porque assuntos de vida, dor e morte, implicam uma visão mais alargada do que rivalidades entre clubes de futebol ou esquerda direita e centro. O mundo não é feito apenas de retórica, de facto. A aplicação da sedação paliativa terminal  nos casos extremos de sofrimento ficará muito caro ao SNS? Será muito mais barato legalizar a eutanásia? Por aqui andam as minhas dúvidas. Sobre a sedação paliativa terminal ler aqui

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Dia-a-dia #283

Sonhei que necessitava de comprar material de desenho e a loja estava cheia, havia imenso movimento de pessoas ao balcão, aquilo era uma balbúrdia. Quando finalmente me atenderam, pedi lápis e um bloco de folhas A4. O vendedor olhou para mim com ares de que sabia tudo sobre materiais artísticos e informa-me sobre os vários pacotes que agora existiam ali à venda. Havia o pacote 'Amadeo' que incluia um bloco com cinquenta folhas, lápis de cores, cola e também o pacote 'Almada',... que tinha esquadros com vários ângulos, e mostrava-me um dos exemplares de 30º e 60º, lapiseiras de várias espessuras, as borrachas eram brancas. O vendedor continuava a impingir-me coisas e dizia os vários preços das promoções. Eu já estava furiosa viro-me para ele e pergunto: já reparou que não sou uma consumidora tipo? Volto as costas à confusão e acordo a pensar que já não se pode ir à loja comprar lápis e papel porque ficamos mal vistos nesta sociedade onde o ser foi substituido pelo ter. E porque é que havia promoções com nomes de pintores portugueses?

segunda-feira, 21 de maio de 2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dia-a-dia #281

IIIIIIIIiiiiiiiiiiuuuuuuuppppppiiiiiiIIIIIII voltar a cantar no CCUL e o ensaio encerrou com uma peça de John Cage, texto de Gertrude Stein opá opá opá opá opá opá opá opá opá

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Clara Menéres (1943-2018)


Clara Menéres. «Mulher-Terra-Vida» (1977). Madeira, terra, acrílico e relva. 300x180x90cm. Escultura exposta na «Alternativa Zero» e reconstruída em 1997 no Museu de Serralves, Porto.

sábado, 5 de maio de 2018

Dia-a-dia # 280

E voltei a sonhar com as caves das Belas-Arte. Desta vez ainda estava no terceiro ano de escultura. Tinha assistido às avaliações do quinto ano e para variar, era uma desgraça, o professor estava a tratar muito mal os alunos, dizia que ali nem se tinham feito esculturas, era tudo demasiado bidimensional, ninguém tinha cumprido o programa. Era a razia total. Estava a sentir-me desorientada, não sabia o que fazer. O meu projecto era realizar naturezas-mortas tridimensionais, tinha feito um pião dos antigos em madeira como aqueles que agora estão nos portas-chaves das salas, mas numa escala como deve de ser, e tinha preenchido as superficies com uma corda, estava a ficar com uma textura bonita. Os colegas avisam-me que o professor nos tinha deixado um poema para ilustrarmos, em formato digital. Fomos ver o que era em conjunto, não era nenhum poema, era um filme com um interior de uma casa, onde os espaços estavam sobrepostos. Ao ver aquilo achei que se tratava de um enigma, e que aqueles espaços se poderiam relacionar através da geometria. Não queria voltar a fazer nada que fosse geométrico, mas o horror era existir um programa para cumprir e não o conseguiamos descodificar. E se colocassemos alguma questão eramos insultados, tal como já tinhamos visto na sala do quinto ano. Acordei a pensar que não me livro das caves da escultura, mesmo depois de terminado o doutoramento. E a geometria, o que andaria ali a fazer?