Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

segunda-feira, 28 de março de 2016

Dia-a-dia #255

Sonhei que tinha entrado para um coro onde ia fazer uma peça sinfónica. Era o primeiro ensaio e estavam a distribuir as partituras. Íamos ser dirigidos por um maestro novo, que tinha uma jovem assistente. Todos estavam a ouvir o maestro a falar com uma enorme atenção, aquilo mais parecia uma seita religiosa. Eu olhava para a partitura e reconhecia a peça, já a tinha feito. Ainda sabia aquilo de cor. O ensaio terminou e não se ensaiou. As pessoas iam saindo da sala, elogiavam o maestro e o seu discurso. Eu estava a olhar a partitura e cantarolava. Nisto a assistente vem ao pé de mim e pergunta-me se já conhecia a peça. Respondi-lhe que sim, tinha a feito como segundo contralto. Ela avisa-me que havia linhas muito agudas para os contraltos e digo-lhe que não haverá problema, poderei fazer de tenor nalgumas partes. Depois vejo-me numa residência artística no estrangeiro, o espaço era agradável e tinha ficado bem instalada. O pessoal que lá estava era simpático e trocávamos impressões de como as coisas funcionavam. E nisto estava a mostrar o meu trabalho de desenho a um dos responsáveis daquilo e o homem começa-se a passar, porque o meus desenhos eram a tinta-da-china. Eu pergunto-lhe com calma que tipo de relação é que ele estabelece entre os desenhos e os materiais que são feitos. O homem fica histérico, insulta-me e responde-me que ninguém o pode pressionar assim. Acordei estupefacta a pensar que afinal não existem apenas artistas chanfrados nas Belas-Artes de Lisboa, isto é mesmo um problema mundial.

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