Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dia-a-dia #236

Hoje em vez de sonhar com as caves das Belas-Artes, recuei ao secundário em Évora. Estava numa aula de filosofia e havia debate, a professora preocupada comigo, dizia-me que tinha ideias excêntricas para a minha idade. Nisto vejo-me na minha casa em Lisboa, à procura da gata Lua, não sabia onde se tinha escondido. Os espaços estavam um bocado alterados, a cozinha era parecida, mas funcionava como um corredor alcatifado de vermelho escuro; chego à marquise, as janelas estavam todas abertas, alguém tinha pendurado lá fora uma enorme quantidade de roupa. Fecho as janelas, a gata poderia ter saltado para o quintal, mas vejo que estava dentro de um armário, toda enrolada a dormir. E era a Lua ainda bebé. Acordei a pensar que ter ideias excêntricas e gostar de gatos faz sentido.

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