Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia-a-dia #235

Voltei a sonhar que ainda estava nas caves da escultura nas Belas-Artes, tinha voltado para lá em Janeiro e por isso, tinha perdido o 1º trimestre do ano - isso aconteceu na realidade à 20 anos, quando vim do Canadá para o 3º ano de Escultura. À minha volta vi que os projectos estavam bastante adiantados e senti-me perdida. A professora Virgínia animava-me e convencia-me a trabalhar o barro, mas eu olhava para o horário, com as várias disciplinas e estava preocupada com o que já não poderia fazer: história de arte, geometria descritiva era impossível, já tiveram testes. Talvez conseguisse fazer a cadeira de desenho, mas para isso tinha de ir ao 1º andar. Já no pátio da escultura, reparo que o edifício se encontrava em obras e para sair dali comecei a trepar os andaimes. A estrutura termia toda, estava perigosa e entre os andares estavam colchões, numa espécie de andaimes beliches, que apenas se conseguia entrar pelos lados. No meio desta aventura alpinista perdi a carteira do dinheiro, caiu do bolso das calças. Acordei em pânico à procura dela entre os colchões.

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