O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ilustração #8

lustração de " Um filho" dos "Contos da Montanha" de Miguel Torga, técnica mista s/ papel, 30x21cm, 1995

sábado, 3 de outubro de 2009

Poema #34

Alegre de comer carne, o bife de lombo suculento
Com um bocado de centeio bem cozido e bem cheiroso
E a fatia do grande queijo e do canjirão
Beber a cerveja fresca, tudo isto é
Desprezado por vil, mas eu cá penso que ir para a cova
Sem ter gozado um bom bocado de boa carne
É desumano, e isto digo-o eu, eu que sou
Um mau comedor.


Bertolt Brecht, in Poemas e Canções, trad. Paulo Quintela, Livraria Almedina, Outubro de 1975, p.41.

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No sitemeter #10

Eco
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Alguém chegou a esta casa no tempo procurando o que tem na planície e encontrou eco


Ilustração #7

lustração de " A promessa" dos "Contos da Montanha" de Miguel Torga, técnica mista s/ papel, 30x21cm, 1995

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Poema #33

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Portefólio #10

No ano lectivo de 1995/96 resolvi repetir o 3º ano de escultura nas Belas-Artes – visto que no ano anterior tinha tentado fazer uns peões em polyurterano expandido e encolheram de um dia para o outro sem nunca saber porquê. Aproveitei também para frequentar várias tecnologias de escultura e aprender alguma coisa de útil. Os resultados não foram maus, a vida correu-me melhor, continuei de volta do tema “jogos” para construir alguma coisa: executei uns peões em fibra de vidro e consegui fazer um relevo a partir de desenhos antigos, com labirintos de escrita, tornando-os numa maquete de cidade. Se calhar nunca fui, nem serei escultora, apesar de ter passado por essa formação, porque o que me despertava interesse eram esculturas com cor e fazer relevos – os escultores olhavam de lado isso, achavam que são coisas de pintores. Bem, eu comecei por pintar, foi a minha paixão de adolescente e não existe amor como o primeiro. Vejo muitos artistas a tomarem posições dogmáticas em relação ao que se deve ou não produzir hoje em dia, muitos afirmam que a pintura morreu, ou a escultura, que tudo o que é feito à mão é desprezível e antiquado. Normalmente, defendem as novas tecnologias e os meios audiovisuais como as formas de expressão do nosso tempo. No pólo contrário, existem os que têm uma relação nostálgica com o passado, que acham que a pintura, a escultura contém uma aura única e irrepetível e que só se produz lixo com as novas tecnologias. Não concordo com dogmatismos, a pintura, escultura, todas as produções que são formais num sentido corporal não têm de ser vistas como pecados no mundo em que vivemos; e produz-se tanto lixo dessa maneira como no audiovisual, as coisas não valem apenas pelos meios. O que me parece bom hoje em dia é a diversidade de produções e modos de ver, podem existir bons e maus trabalhos tanto em pintura, como em escultura, na fotografia, como na instalação, no audiovisual, na performance. Não sou a favor da política da terra queimada no que diz respeito ao passado histórico, temos muito a aprender com a história de arte, não sou no entanto nostálgica em relação ao passado e sempre detestei o futurologismo progressista. E no meio disto tudo, o que interessa mesmo é fazer, como o mundo não é bom, nem nunca foi, fazer já é qualquer coisa – isto aprendi no antro Belas, com as múmias e os vanguardistas nos extremos.



Leituras #18

«Dizem que a farda é a melhor das mortalhas.»
«Uma porra. Quem diz isso?»
«Os poetas.»

«Cago nos poetas.»

(Fernando Assis Pacheco, Trabalhos e Paixões de Benito Prada)

gamado ao moço que tem olho, mas não foi no café.