O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?
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terça-feira, 17 de junho de 2014
Dia-adia #219
Vou perguntar à Lua onde anda o gato pingado, porque já Baudelaire considerava os poetas modernos como cangalheiros da cidade.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Dia-a-dia #195
A gata Lua corre de alegria pela casa quando um amigo que ela simpatiza me visita. E não tem de necessariamente ser à hora da caça, ou seja, ao fim da tarde. Quando lhe arranjo uma nova caixa de cartão e a deixo na sala, vai lá para dentro, arranha-a, fica lá enquadrada durante horas, sabe se lá porquê e quando sai, até desenha um arco de felicidade no ar. Também gosta de beber água do meu copo, quando me distraio dou com ela toda contente em cima da secretária a lamber-se. Observo-a e também me sinto bem, porque me mostra que se pode ser feliz com muito pouco.
domingo, 7 de abril de 2013
Dia-a-dia #181
Hoje ao ver esta fotografia lembrei-me do gato Sunny, talvez porque este gato também ser um pequeno sol. A última vez que o vi, apareceu aqui em casa cheio de dores a queixar-se e depois fui entregá-lo à dona, já era 1h da manhã. Nunca mais soube nada dele. Aquele NÃO da dona foi terrível, em relação a deixá-lo por cá. Ele estava quase sempre em minha casa, tinha-se passado para este lado dos quintais, não lhe agradava o ambiente em sua casa. Poderia ter insistido, mas lá aceitei o rumo das coisas, o gato tinha aquela dona há dez anos. Entretanto, estará na sua nova casa, não sei se feliz. Por vezes, olho para a porta do quintal e lembro-me das suas patinhas a arranhar, a pedir para entrar. E de como corria pela casa fora a brincar com a Lua, era uma alegria. O Sunny era muito especial. Se calhar não está na nova casa da dona, pisgou-se e vive livre nalgum quintal. Ou encontrou alguma casa que lhe agrada visitar, porque os gatos são assim, isto de sermos donos de um gato é muito relativo, eles lá têm vida própria. Mas tenho muitas saudades do Sunny.
sábado, 6 de abril de 2013
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Dia-a-dia #114
Hoje de manhã fizeram-me uma colonoscopia: correu tudo lindamente, foi com anestesia e sedação, estava a dormir. Lembro-me que quando acordei relatei ao médico que tinha sonhado que a gata Lua tinha a solução para a actual crise mundial - especifiquei que era a minha gata siamesa. Que moca, acordei mesmo bem disposta!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Dia-a-dia #113
A minha irmã está preocupada com a hipótese de o número de gatos aqui em casa vir a aumentar. Acha que me estou a tornar numa excêntrica que apenas vive feliz em companhia felina
terça-feira, 17 de julho de 2012
Dia-a-dia #112
Ontem já muito tarde, depois de estar todo o dia fora, apareceu o gato Sunny muito mal disposto na porta do quintal: ele entrou e dirigiu-se à caixa de areia, reparei que não conseguiu urinar. Deitou-se e refilou com miados doloridos. Já era uma da manhã, acordei a minha irmã, coloquei-o na transportadora e fomos bater à porta da dona. A minha irmã revoltada, achava que ninguém me abria a porta, mas afinal lá apareceu a Ângela e também duas gatinhas bebés muito fofas. O Sunny entre o aflito e o zangado. O gato anda a embirrar com as gatinhas, por isso se passou para o outro lado do quintal e está sempre em minha casa. A Ângela lá me explicou a situação, que ele tem tendência a ter problemas urinários e que por isso come uma comida especial. E tinha tentado apanhá-lo com as filhas, para o levarem ao veterinário, mas ele fugiu. O Sunny bufava ao colo da dona. Como sei que vão mudar de residência daqui a três meses, ainda lhe perguntei se não queriam deixar-me o gato e ouvi logo um NÃO. Bem, agora não o devo ver durante uns dias.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
dia-a-dia #110
Afinal o gato Sol chama-se Sunny, que significa soalheiro, luminoso, cheio de sol, brilhante, radioso, dourado e risonho. Não se chama Tanny como me havia dito a vizinha Luzinha. Fiquei hoje a saber o seu nome ao falar com a dona no quintal, enquanto o convencia a ir para casa, que é do outro lado. Esta paixoneta entre o Sunny e a Lua já dura há três meses. A dona queixou-se que ele só aparece em casa de manhã, porque gosta de apanhar sol no pátio junto aos quintais. Agora estes dois vão-se separar durante uma temporada: a Lua está com uma inflamação pulmonar e ele também vai amanhã ao veterinário, anda aos espirros, mas é mais resistente. Ontem a Lua estava com febre e o Sunny não saía de ao pé dela, muito preocupado. A ver se ficam os dois bem de saúde para poderem brincar novamente.
sábado, 2 de junho de 2012
Dia-a-dia #114
O gato Sol teve hoje uma experiência nova: estive toda a manhã a pintar e a ouvir a Antena 2. Ele aparentemente reagiu bem, dormiu no sofá ao pé de mim, até que reparei que acordou assustado: na rádio Puccini e as pinturas estavam no chão a secar. Ele saltou e foi cheirá-las desconfiado. Depois olhou para mim e dirigiu-se para a porta do quintal, que abri para o deixar ir à sua vida. Deduzo que não gostou nem de Puccini, nem das minhas pinturas.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Aprende-se com os gatos #16
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Dia-a-dia #99
Coisas que só podem acontecer neste sol de inverno: fui comprar cigarros numa tabacaria daquelas de Lisboa em vias de extinção, o dono tem umas fofas barbas brancas, é afável e agradece-me sempre que pago com moedas – as máquinas de cigarros agora também têm umas gravações a agradecer, aliás, as máquinas têm sempre uma voz feminina gravada, porque será? Voltando à tabacaria, pelo caminho, no prédio ao lado, a janela estava fechada e tinha um cortinado branco. Entre o cortinado e o vidro da janela estava uma gata refastelada em posição acrobática – acho que era gata porque tinha três cores, fundo negro com salpicos ferrugem e branco. Parei logo para a observar melhor, estava toda enroscada na sesta, com uma pata sobre os olhos. Nisto, ainda vislumbrei um dos olhos a abrir muito verde na minha direcção, que se fechou de automático e com indiferença. O Sol batia na vidraça, que esperta a bichana, naquele rés-do-chão deveria ser o canto da casa mais quente. E quando entrei na tabacaria, achei que o dono deveria ser parente próximo da gata, talvez o avô felpudo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Aprende-se com os gatos #8

Doris Lessing e o seu maior critico, autor de revisões com unhas e dentes, fotografia de Mark Gerson, 1956.
gamado ao moço
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Aprende-se com os gatos #7
Dewey Readmore Books, um gato que viveu numa biblioteca pública e mudou a vida das pessoas que a frequentavam, a Lua ia gostar dele!
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