Colaborei no Insónia desde de 2005, foi um espaço de partilha fantástico, onde muitas coisas aconteceram. A melhor de todas foi conhecer o Henrique e os outros colaboradores. Por vezes também me cruzo pessoalmente com leitores e tenho surpresas agradáveis. Ainda não existe distância para fazer um balanço da experiência insone, mas o único paralelo que tenho em relação a ela é a prática da música. Através da música tenho criado ligações amizade muito peculiares e o mesmo se passou com o Insónia. A prática da música une pessoas muito diferentes, assim como a partilha da escrita o pode fazer. Das vezes que me encontrei pessoalmente com o Henrique, o lado mais engraçado foi começar a contar-lhe uma experiência qualquer e ele responder, já sei Maria João, já me contaste e vice-versa. Isso deve-se ao facto lermos quase diariamente os textos um do outro e apesar de sermos pessoas muito diferentes, em gostos e opiniões, respeitamo-nos nas diferenças e a partilha do mesmo espaço foi inefável. Quando o Henrique anunciou o fim do Insónia, fiquei triste, mas entendo que tudo tem princípio, meio e fim. O mais importante é o que está no meio, ou seja, o que foi feito, o que foi produzido, o que vivemos e partilhamos nessa casa virtual que ele criou e onde me senti muito bem. Decidi continuar, mas de outra forma, criando este espaço, uma nova casa no tempo; também irei colocar aqui material que esteve no Insónia, as coisas que fui enviando ao Henrique e outras fresquinhas. Prossigo assim aqui e agora, algo que não seria possível se não tivesse passado pelo Insónia. Obrigada Henrique, saúde para toda a tribo e até já.