O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

Mostrar mensagens com a etiqueta Insónia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Insónia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de março de 2009

Dia Mundial da Poesia












Antecâmara

Anjo Branco. Infinita figura.
Companheiro impassível. Deserto
De qualquer criatura.

Tocador de instrumentos cinzentos.
Adejante penumbra nos ventos.
És de pedra. Infinita figura.

Se tens voz – a memória te escuta.
Se tens forma – a memória te oculta.
Tocador de instrumentos cinzentos.

Estás nos olhos, nos lábios de alguém
Que te espera e não sabe que tem
Os teus dedos nos seus movimentos.

Natércia Freire

ilustração de MªJoão Lopes Fernandes in AA.VV. "O Livro da Natércia". V.N. Famalicão: Quasi edições, 2005.

Postado no Insónia a 4/5/2006


sexta-feira, 20 de março de 2009

Do Insónia #2

Ontem à noite começei a ler e a guardar o que está nos arquivos do Insónia - tanta coisa que não passei do ano de 2006, hoje à noite vou voltar ao assunto, talvez consiga chegar a 2007. Ao percorrer os arquivos a memória avivou-se, lembrei-me de muitas situações engraçadas. Reparei também que o material que enviei de algum modo poderá ser reorganizado, reescrito, corrigido e colocado aqui na nova casa - todo o material também não, mas o que se aproveita, depois do filtro do tempo, o que resiste ao tempo. Acho que reorganizar o que fiz poderá ser um estimulo para o funcionamento desta nova casa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Do Insónia

Colaborei no Insónia desde de 2005, foi um espaço de partilha fantástico, onde muitas coisas aconteceram. A melhor de todas foi conhecer o Henrique e os outros colaboradores. Por vezes também me cruzo pessoalmente com leitores e tenho surpresas agradáveis. Ainda não existe distância para fazer um balanço da experiência insone, mas o único paralelo que tenho em relação a ela é a prática da música. Através da música tenho criado ligações amizade muito peculiares e o mesmo se passou com o Insónia. A prática da música une pessoas muito diferentes, assim como a partilha da escrita o pode fazer. Das vezes que me encontrei pessoalmente com o Henrique, o lado mais engraçado foi começar a contar-lhe uma experiência qualquer e ele responder, já sei Maria João, já me contaste e vice-versa. Isso deve-se ao facto lermos quase diariamente os textos um do outro e apesar de sermos pessoas muito diferentes, em gostos e opiniões, respeitamo-nos nas diferenças e a partilha do mesmo espaço foi inefável. Quando o Henrique anunciou o fim do Insónia, fiquei triste, mas entendo que tudo tem princípio, meio e fim. O mais importante é o que está no meio, ou seja, o que foi feito, o que foi produzido, o que vivemos e partilhamos nessa casa virtual que ele criou e onde me senti muito bem. Decidi continuar, mas de outra forma, criando este espaço, uma nova casa no tempo; também irei colocar aqui material que esteve no Insónia, as coisas que fui enviando ao Henrique e outras fresquinhas. Prossigo assim aqui e agora, algo que não seria possível se não tivesse passado pelo Insónia. Obrigada Henrique, saúde para toda a tribo e até já.