O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Poema #44

Perco-me
no labirinto
dos dias

Ganho-me
no labirinto
dos dias

A poesia
é o perde-ganha


E o labirinto
dos dias
é o labirinto
dos dias

Adília Lopes
in Dobra, Assírio & Alvim

encontrado aqui


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

No fio de Ariadne #6



















MÉTODO PARA A VIDA NO LABIRINTO

Uma vez transposto o umbral não olhar para
trás porque a vertigem é comparável à
das alturas cravando as unhas do alpinista
na rocha num anelo espiralado de
imobilidade; seguir a rota da
falência da luz exterior até
que o crepúsculo deixe vislumbrar a outra
que mana do centro. Atenção: não se pretende
chegar lá – ela cega queima desintegra –
sequer o retorno – nas paredes há nichos
com víveres para mais de cem anos – mas
a vida iluminada pelas duas fontes.
António Gregório

Poema escrito a partir dos meus labirintos e que originou estas novas imagens aqui da casa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Poema #42



O LABIRINTO

Embora ela me coubesse nos braços sem
nunca ter sido preciso sequer abri-los
inteiros não me surpreendeu ao entrar
aqui esta gramática de galerias
e corredores.

Às minhas perguntas lamenta-se a memória
que não desenrolou nenhum fio de Ariadne;
porém não eram acerca de sair mas
acerca de entrar: não sabes que é sempre para
o labirinto?

António Gregório, " American scientist", Quasi 2007, p-11, a ilustração é aqui da casa


quarta-feira, 22 de julho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

No fio de Ariadne #5


Postado no Insónia a 12/2/2008, para ver em promenor clique na imagem.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

No fio de Ariadne #4






Da cidade, aguarela s/papel, 21x30cm, 2008

Postado no Insónia a 26/3/2008 e publicado na Revista Big Ode#4 - Urbe, Março-Junho de 2008, clique na imagem para ler.

sábado, 9 de maio de 2009

Labirintos - inauguração






Eurico Lino do Vale

A minha mãe e eu

A Xana e a Filipa  

Rui Almeida e Rute Mota

Eu e o Luís Alves da Costa

Henrique Fialho, Mário Pedro, Ana Marín, eu e a minha irmã Ró

Eu, Rui Almeida, Rute Mota e Henrique Fialho 

  o Diniz Lopes 

Mário Pedro, Henrique Fialho e Jorge Oliveira

Lá fora também se estava bem

Lá dentro a Vanessa, Mariana e Milton

Muito Obrigada a todos os que apareceram por lá, os que não puderam,  a exposição está até ao dia 30 de Maio.

domingo, 26 de abril de 2009

No fio de Ariadne #3






Da cidade, aguarela s/papel, 21x30cm, 2008

Postado no Insónia a 24/1/2008 e publicado na Revista Big Ode#4 - Urbe, Março-Junho de 2008, clique na imagem para ler.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Labrintos


Maria João Fernandes
LABIRINTOS
PINTURA

EXPOSIÇÃO > 08 a 30 Maio 2009


[esculturar a tela – sobre a pintura de Maria João Lopes Fernandes]

«a origem da beleza está na ferida», assim dizia Jean Genet no Estúdio de Alberto Giacometti.
nesta frase que me corta continuamente desde o momento em que a li, ficou-me uma sede de interior sempre que pintura e escultura e eu nos procurávamos (os quadros são fontes: precisam de seres que os bebam). e sempre mais feriam de sede os quadros que abriam as vísceras da alma: aqueles que compreendiam os sulcos interiores em que o abraço da vida e da morte se grava em corredores secretos sob o peito, em feridas internas onde se rasga o cosmos.
já a escultura de Maria João Lopes Fernandes me trazia há muito estranhos laços entre existências. música de si mesma desconhecida, que nasce da sede, da inquietação das raízes – e se constrói, traço a traço, sobre a realidade. a escultura de Maria João Lopes Fernandes é música. sequência entre a forma de símbolos de sons, de cosmogonias que se descomeçam, montanhas que procuram em sede a chegada, alfabetos de palavras e línguas antes do som e da forma. música, estruturas que pedem um intérprete, que lhes ordene a forma para chegar ao som.
Maria João Lopes Fernandes vai prosseguindo um solitário trabalho, entre a interpretação desconstrutora do Experimentalismo e a busca interior da raiz, natureza e possibilidades da forma, e encontra-se num lugar silencioso nas artes plásticas em Portugal. lugar, montanha, alfabeto que agora se consubstancia nesta exposição de pintura, numa coerência perturbadora e inquieta: a sua escultura, seu trabalho principal, imprime-se nestes gestos pintados, como se rasgasse montanhas no próprio acto do desenho, alargando o sentido dos traços. como se nos revelasse nestas feridas de silêncio que são os seus quadros, que uma arte não pode ser senão consciente da outra: que o seu escriturar a tela é uma busca tridimensional da forma, tal como a vida se grava na morte.
não somos feitos de pele, somos feitos de feridas: nesta exposição de Maria João Lopes Fernandes, na sua representação de feridas da alma, ouvem-se still lifes revisitadas, mas eu vejo também os traços de Adrien Coorte, que passou pela vida pintando naturezas mortas – porque pintar a geografia interna das coisas é salvar o real, é mapear a luz que nasce da dor. É encontrar a origem da beleza.

Pedro Sena-Lino
Porto, Fevereiro de 2009

Já está anunciado aqui

terça-feira, 7 de abril de 2009

No fio de Ariadne #2





A Catedral, aguarela s/papel, 30x21cm, 2008.

Postado no Insónia a 16/2/2008

domingo, 5 de abril de 2009

No fio de Ariadne #1




Aguarela s/ papel, 30x21cm, 2008

Postado no Insónia a 18/2/2008, para ler o texto clique na imagem.