O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

terça-feira, 1 de março de 2016

Dia-a-dia #252


Recebi uma mensagem do outro lado do Atlântico. Levou mais de um mês a chegar, apesar de agora ser tudo muito rápido. Veio da Nova Escócia, uma península a norte no planeta. Nesta altura do ano deve estar coberta de neve, os lagos em gelo e os plátanos despidos. Aqui, pelo contrário, já cheira a primavera. A mensagem era sobre uma carta que escrevi há mais de vinte anos quando lá vivi. Foi num filme que realizei com um fotógrafo de Cape Breton. Ele tem os olhos muito azuis e diz que agora ainda fuma mais. Houve um acidente com o filme, ficou de pernas para o ar. Na mensagem escreveu que eu tentei apagar as palavras da carta no filme, mas todo este tempo permaneceram no interior da sua mente.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #251

BN: as obras na sala de leitura terminaram, já não se vai para a sala temporária com aquelas colunas a quebrarem tudo. Ainda bem, porque a outra estava a entrar no meu subconsciente. Esta é bem mais ampla, com dicionários e enciclopédias à mão. E tem a célebre varanda com vista para a esfinge cabeçorra do António Campos Rosado em cimento armado. O terreno em volta está verde, posso ir à varanda reflectir e fumar ao som dos aviões que passam.

Na porta de entrada da BN está um papel a avisar que a sala geral de leitura reabria hoje e que por isso a biblioteca esteve fechada no sábado. Lembro-me de ter lido na semana passada, mas só me lembrava que fechava no sábado. Mentira, o subconsciente disse-me que tinha de sair daquela sala temporária, mas não me mostrou as razões. Quanto a perder a carteira no transporte do computador e livros naquele sonho, recentemente ia-a perdendo quando fui ao supermercado. E perguntarem-me por um livro que não tinha pedido, isso acontece muitas vezes, mas não ao balcão como no sonho. Por vezes os funcionários andam de mesa em mesa à procura de algum livro que falta. Eu fico sempre um pouco marada quando os vejo assim de vigia, mas sentia-se mais na outra sala, que era mais pequena. Ora bem, o Dr. Freud clarifica algumas coisas sobre o funcionamento dos sonhos.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #250

Sonhei com a actual sala temporária de leitura da BN, já tinha pedido os livros e deixei o computador no meu lugar, enquanto não chegavam como é habitual, fui beber um café. Quando voltei havia uma enorme confusão, os leitores estavam a entregar os livros para irem embora. Um segurança aviso-me que iam esvaziar espaço, tinha de ir buscar as minhas coisas o mais depressa possível. Perguntei-lhe porquê, e ele não respondeu. Fiquei em pânico, entre carregar os livros e o computador, a minha carteira não aparecia. Depois lá a encontrei no balcão e fiquei aliviada. Já não havia quase ninguém na sala, tinha de me despachar e o funcionário chama-me a atenção de que faltava um livro e diz-me o título. Eu respondi-lhe que nunca tinha pedido esse livro, não o conhecia, nem tinha nada a ver com o que estava a investigar. Nisto chega a polícia para retirar os leitores que ainda estavam na sala e eu insistia que nunca tinha lido esse livro, que era um engano.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #249

E não é que hoje sonhei que um ex-namorado andava agora com a minha irmã? Eu tinha descoberto e estava furiosa, mas com ele. Com a minha irmã estava mesmo preocupada, alertava-a de que ele não presta. Ela como tem bom coração defendia-o, dizia que estava diferente e a compor imenso. Furiosa respondia-lhe que iria despejar um balde de merda na cabeça dele, porque não acredito que as pessoas mudem. Foi um alívio quando acordei, porque a situação é mesmo impossível. Deu-me vontade de rir o facto de estar a sonhar que protegia a minha irmã, isso sempre aconteceu apesar de ela ser mais velha. A ideia de despejar um balde de merda na cabeça dele não é nada má, mas não o vejo há muitos anos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #248

O tempo melhora e fico com febre e etc., mais anti-alérgicos e não é que sonhei que a biblioteca da Gulbenkian tinha estado em obras. O espaço da sala de leitura estava dividido, havia uma parte que tinha mesas semelhantes ao espaço provisório da BN, onde estavam os miúdos da António Arroio que fazem sempre muito ruido a bichanar. Agora era a sala deles porque ainda não sabem comportar-se dentro de uma biblioteca. O espaço senior era a actual sala de leitura, com as mesmas mesas e cadeiras, onde se podia estar a trabalhar em silêncio. Mas junto às estantes dos livros tinham colocado uns belos cadeirões para dormir a sesta e existia também uma máquina de café.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dia-a-dia #247

Número de votantes nas presidenciais 2016: Lisboa 53.63%, Porto 53.53%, Braga 53.51%, Évora 51.09 %, Santarém 51.04%, Leiria 50.18%, Setúbal 50.17%, Castelo Branco 50.06%, Aveiro 49,88%, Portalegre 49.46%, Coimbra 49.21%, Beja 47.37%, Viseu 45.57%, Madeira 45.50%, Guarda 45.17%, Faro 44.35%, Vila Real 41.67%, Bragança 40.46% e Açores 30.92%.


Abstenção: Açores 69.08%, Bragança 59.54%, Vila Real 58.90%, Faro 55.65%, Guarda 54.83%, Madeira 54.50%, Viseu 54.43%, Beja 52.63%,  Coimbra 50.91%, Portalegre 50.54%, Aveiro 50.12%, Castelo Branco 49.94%, Setúbal 49.83%, Leiria 49.82% Santarém 48.96%, Évora 48.91%, Braga 46.47%, Porto 46.07% e  Lisboa 46.37%.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dia-a-dia #246

Noutro dia, a minha mãe dizia-me que o sentido de humor alentejano é pesado e por vezes, até parece má educação.