O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #250

Sonhei com a actual sala temporária de leitura da BN, já tinha pedido os livros e deixei o computador no meu lugar, enquanto não chegavam como é habitual, fui beber um café. Quando voltei havia uma enorme confusão, os leitores estavam a entregar os livros para irem embora. Um segurança aviso-me que iam esvaziar espaço, tinha de ir buscar as minhas coisas o mais depressa possível. Perguntei-lhe porquê, e ele não respondeu. Fiquei em pânico, entre carregar os livros e o computador, a minha carteira não aparecia. Depois lá a encontrei no balcão e fiquei aliviada. Já não havia quase ninguém na sala, tinha de me despachar e o funcionário chama-me a atenção de que faltava um livro e diz-me o título. Eu respondi-lhe que nunca tinha pedido esse livro, não o conhecia, nem tinha nada a ver com o que estava a investigar. Nisto chega a polícia para retirar os leitores que ainda estavam na sala e eu insistia que nunca tinha lido esse livro, que era um engano.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #249

E não é que hoje sonhei que um ex-namorado andava agora com a minha irmã? Eu tinha descoberto e estava furiosa, mas com ele. Com a minha irmã estava mesmo preocupada, alertava-a de que ele não presta. Ela como tem bom coração defendia-o, dizia que estava diferente e a compor imenso. Furiosa respondia-lhe que iria despejar um balde de merda na cabeça dele, porque não acredito que as pessoas mudem. Foi um alívio quando acordei, porque a situação é mesmo impossível. Deu-me vontade de rir o facto de estar a sonhar que protegia a minha irmã, isso sempre aconteceu apesar de ela ser mais velha. A ideia de despejar um balde de merda na cabeça dele não é nada má, mas não o vejo há muitos anos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dia-a-dia #248

O tempo melhora e fico com febre e etc., mais anti-alérgicos e não é que sonhei que a biblioteca da Gulbenkian tinha estado em obras. O espaço da sala de leitura estava dividido, havia uma parte que tinha mesas semelhantes ao espaço provisório da BN, onde estavam os miúdos da António Arroio que fazem sempre muito ruido a bichanar. Agora era a sala deles porque ainda não sabem comportar-se dentro de uma biblioteca. O espaço senior era a actual sala de leitura, com as mesmas mesas e cadeiras, onde se podia estar a trabalhar em silêncio. Mas junto às estantes dos livros tinham colocado uns belos cadeirões para dormir a sesta e existia também uma máquina de café.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dia-a-dia #247

Número de votantes nas presidenciais 2016: Lisboa 53.63%, Porto 53.53%, Braga 53.51%, Évora 51.09 %, Santarém 51.04%, Leiria 50.18%, Setúbal 50.17%, Castelo Branco 50.06%, Aveiro 49,88%, Portalegre 49.46%, Coimbra 49.21%, Beja 47.37%, Viseu 45.57%, Madeira 45.50%, Guarda 45.17%, Faro 44.35%, Vila Real 41.67%, Bragança 40.46% e Açores 30.92%.


Abstenção: Açores 69.08%, Bragança 59.54%, Vila Real 58.90%, Faro 55.65%, Guarda 54.83%, Madeira 54.50%, Viseu 54.43%, Beja 52.63%,  Coimbra 50.91%, Portalegre 50.54%, Aveiro 50.12%, Castelo Branco 49.94%, Setúbal 49.83%, Leiria 49.82% Santarém 48.96%, Évora 48.91%, Braga 46.47%, Porto 46.07% e  Lisboa 46.37%.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dia-a-dia #246

Noutro dia, a minha mãe dizia-me que o sentido de humor alentejano é pesado e por vezes, até parece má educação.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dia-a-dia #245


Na aula o professor pediu para desenharmos a nossa casa, depois uma casa em conjunto com o colega do lado e por fim, desenharmos a casa dos nossos sonhos. Representei de memória uma vista da minha sala com o chão em madeira, os frisos geométricos, e apontei o espaço dos móveis em blocos. Desenhar assim de memória na altura era mais fácil, a casa não tinha tanta tralha acumulada. Os desenhos da casa em parceria não foram nada de especial, lembro-me que não encaixavam. Também nunca mais vi esse colega. Quanto à casa dos meus sonhos, representei linearmente uma mala às bolinhas e duas boas máquinas fotográficas. O professor delineou uma grande elipse em torno do meu desenho acrescentando setas a perguntar direcções. É o que um professor deve fazer, mostrar caminhos e hipóteses várias. Mas aquele desenho representava apenas não ter casa em sonho.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dia-a-dia # 244

Hoje tive de me desviar da minha rota habitual, para passar nos CTT da AV. de Roma e como tinha papéis para tratar, segui em direcção ao Metro da Alameda. Pelo caminho passei por um quiosque para comprar cigarros, ia despassarada e pedi cigarros gregos, slims dos mais fracos. Então reparei que estava a ser atendida por um paquistanês, ainda pensei, será que me entendeu? Claro que sim, acertou na pontaria e ofereceu-me uma chiclete com o troco a sorrir. Agradeci, nem sou apreciadora de chicletes, mas destressou-me mastigar a mentol, como ainda tinha de ir tratar de papéis.