O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dia-a-dia #225

Já foi há alguns anos. Estava no aeroporto de Milão junto à zona de embarque e como ainda era cedo, fui beber um café. Não se podia fumar em lado nenhum. Quando me aproximei do balcão, reparei que havia um espaço recôndito com mesas onde estavam duas hospedeiras da Lufthansa de cigarro em punho. Aproximei-me delas, já com o café na mão, puxei dum cigarro e pedi-lhes lume. Uma delas depois disse-me: é proibido fumar, mas se alguém vier dizer alguma coisa, foram eles que começaram. E apontou para uma mesa mais escondida ocupada por gregos bens dispostos que também estavam a fumar.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Dia-a-dia #224





Viva o cante alentejano património imaterial da humanidade

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Qué ruido tan triste

Qué ruido tan triste el que hacen dos cuerpos
cuando se aman,
parece como el viento que se mece en otoño
sobre adolescentes mutilados,
mientras las manos llueven,
manos ligeras, manos egoístas, manos obscenas,
cataratas de manos que fueron un día
flores en el jardín de un diminuto bolsillo.

Las flores son arena y los niños son hojas,
y su leve ruido es amable al oído
cuando ríen, cuando aman, cuando besan,
cuando besan el fondo
de un hombre joven y cansado
porque antaño soñó mucho día y noche.

Mas los niños no saben,
 ni tampoco las manos llueven como dicen;
así el hombre, cansado de estar solo con sus sueños,
invoca los bolsillos que abandonan arena,
rena de las flores,
para que un día decoren su semblante de muerto.

Luis Cernuda (Sevilha, 21 de setembro de 1902, Cidade do México, 5 de Novembro de 1963)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014