O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dia-a-dia #217

Love is the message: estava escrito nas costas da camisola da rapariga que agora trabalha no café. Sentei-me com o Nuno na esplanada como é habitual, antes de irmos para a biblioteca da Gulbenkian. Ela tratou-nos por meninos, que querida. Comentei que seria por sermos habitués, mas afinal, foi à mesa do lado e tratou toda a gente por "meninos". Lá dentro, quando estávamos a pagar, as moedas saltaram-lhe das mãos, pareciam ter vida. Disse-lhe logo que alguém lhe queria falar. Ela a sorrir respondeu: mais ainda do que falam aqui na esplanada a toda a hora? Disse-lhe que ia receber uma mensagem importante. Ela não estava convencida, achou que só se fosse de muito longe. Acho que hoje vai receber uma mensagem de amor.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Dia-a-dia #216

Não estava bem a entender as intenções da gata Lua em relação ao cravo vermelho, que me ofereceram no dia 25, porque só andava a morder o caule. Entretanto, conseguiu derrubar a jarra onde ele habitava, que se estatelou no chão. O cravo sobreviveu, afinal ela não gostava era da jarra em forma de estrela azul.

domingo, 27 de abril de 2014

Dia-a-dia #215





LIBERTAD = memórias de infância em terras de Espanha

Dia-a-dia #214

Apanhei a gata Lua a morder o único cravo que me ofereceram nos 40 anos do 25 de Abril. Definitivamente, é uma gata iconoclasta.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia-a-dia# 213




Este retrato é de 1974. Quando conheço um compatriota que nasceu depois do 25 de Abril costumo dizer: tens a sorte de ser filho da liberdade. Eu sou de uma geração de transição, que viveu e assistiu a muitas transformações sociais neste país e no mundo. Porque ser português é ser do mundo também. O meu primeiro partido foi o da pata da galinha. O meu irmão arranjou-me depois um cartaz do MDP-CDE, que um primo rasgou. Só mais tarde percebi que a pata da galinha era o símbolo dos pacifistas. Também só nesta altura é que tive partido, porque não me dei bem com essas coisas, nem com os padres e nunca me interessei por clubes de futebol ou outros clubes. Passaram 40 anos, o presente está agreste desde que começou a crise, sobretudo porque sinto que o futuro, agora e mais do que nunca é uma incógnita. Mas se calhar o meu rumo foi traçado quando escolhi o partido da pata da galinha: o pacifismo. Viver em estado contemplativo tem sido importante. Nunca perdi a curiosidade de ver e conhecer o mundo.