O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?
terça-feira, 15 de abril de 2014
Dia-a-dia #210
Aconteceu já alguns anos: tive o azar de apanhar um táxi e era Abril, tal como agora. Entrei e lá dentro o homem máquina já tinha uma certa idade, estava de poucas falas e ouvia a rádio renascença. Nisto passamos por um edifício que tinha a bandeira do arco-íris à porta e começou a cassete: a menina sabe que bandeira é aquela? Fiz-me de parva. O homem máquina desatou aos berros: aquilo é a bandeira dos degenerados, o Salazar é que fazia bem, mandava-os matar a todos! Na rádio orações. Mandei-o parar, paguei, saí e desejei-lhe uma santa Páscoa.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Dia-a-dia #209
Óculos novos comprados na farmácia, a médica do Hospital Sta Maria disse que não precisava de fazer novos, é muito mais barato. Vejo pior ao perto o que é normal, mas esta coisa de desfocar e ficar com um olho virado para a merda e outro para o infinito afinal é ao longe e cansa imenso. Anda tudo ao contrário com os meus olhos, e isto de desfocar é um massacre. Mas vou voltar a fazer fisioterapia para me defender, agora em Sta Maria. Não é peta, com os óculos novos mesmo assim está tudo muito nítido.
sexta-feira, 28 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Dia-a-Dia #208
O 2ºFestival Mal Dito está de parabéns: estive em Coimbra dia 21 e 22, os eventos foram belíssimos e bem organizados. Tudo começou no ano passado com o pequeno grupo de amigos que se juntou em torno da poesia e organizaram o Festival em tempo record, sem apoios institucionais. Este ano manteve-se o espírito, onde a partilha é central e mais uma vez houve público em todos os eventos a que assisti: lançamentos de livros, apresentações e leituras em vários sítios da cidade. Destaco ontem o salão Brasil cheio para o debate com o mote " A música, antes de qualquer coisa", que juntou Adolfo Luxúria Canibal , Bruno Béu e Francisco Amaral em torno da relação entre poesia e música, moderado pelo professor Osvaldo Silvestre. Um dos mais belos momento do festival foi dia 21, no café Sta Cruz à noite: Isaque Ferreira não leu apenas, ele respirou, viveu e encarnou POESIA. Momento inesquecível foi sem dúvida também dia 21, na Livraria Miguel de Carvalho, o lançamento de "Ranço" de Jorge Aguiar Oliveira, publicado pela Companhia das Ilhas: o autor referiu que a sua poesia é autobiográfica e não tem rodriguinhos. E leu o poema "O inútil pirilau de Vanetti Greta" em homenagem a um travesti que trabalhou na associação Abraço, onde o conheceu pessoalmente. O poema foi escrito após saber da sua morte com SIDA. A leitura do autor cortou-me a respiração ou deixou-me sem palavras.
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