OBJECT TROUVÉ
Em casa de meus Pais havia
grandes chávenas de loiça para fazer chichi.
No Museu de Arte Moderna em Nova Iorque há
uma chávena de pêlo mas não vi
nenhum penico. Para Duchamp fico
na secção de Design a esperar vê-lo.
Salette Tavares (1922-1994) - "Lexicon". Lisboa: Moraes Editores, 1971
O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Poema #115
SUBMÚLTIPLOS
Na escala convencional
Me vou microdividindo
Na velha base decimal.
Eis-me micro-eu
Nano-eu e pico-eu
Fento-eu e atto-eu…
Depois… acabou-se a convenção
Os eus mais pequenos
Já não têm nome…
Vou ver se lhes arranjo um pro-nome
Pois sim! Serão:
Nileus
Embora apercebíveis
E, sempre, até mais ver,
Sempre divisíveis.
Se nileus não é pronome
É lá com os gramáticos.
Mas, meus Senhores!
Sejamos práticos!!
José Blanc de Portugal - Descompasso. Lisboa: Moraes Editores, 1986
Na escala convencional
Me vou microdividindo
Na velha base decimal.
Eis-me micro-eu
Nano-eu e pico-eu
Fento-eu e atto-eu…
Depois… acabou-se a convenção
Os eus mais pequenos
Já não têm nome…
Vou ver se lhes arranjo um pro-nome
Pois sim! Serão:
Nileus
Embora apercebíveis
E, sempre, até mais ver,
Sempre divisíveis.
Se nileus não é pronome
É lá com os gramáticos.
Mas, meus Senhores!
Sejamos práticos!!
José Blanc de Portugal - Descompasso. Lisboa: Moraes Editores, 1986
terça-feira, 4 de junho de 2013
Poema #114
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Dia-a-dia #190
Já está on-line a revista "A Sul de Nenhum Norte #10", onde colaborei, podem consultar aqui:
https://www.sugarsync.com/pf/D0137171_062_683330038
https://www.sugarsync.com/pf/D0137171_062_683330038
sábado, 25 de maio de 2013
Dia-a-dia #189
E depois de uma semana onde estive tão concentrada que me esqueci dos óculos em casa, da chaves de casa na biblioteca, não sei onde param vários livros, mas devem estar aqui perto em casa algures, perdi o cartão do metro, hoje marquei mal três vêzes o código do MB e a máquina comeu-o; quer dizer, eu achava que o número estava correcto, mas já não tenho a certeza de nada
Subscrever:
Mensagens (Atom)
