o mundo vive sem dares por isso
podes ter os dedos dentro do prato da sopa
ou a camisa rota
sem ser de propósito
quando as coisas que te rodeiam
estiverem sujas não pares para as limpar
mas pára
quando alguém te pedir ajuda
ou quando tu próprio quiseres
dizer que tal como tu
os outros também vivem no mesmo mundo
deixa que os outros também te abram a porta
m.parissy - "pólen". Nazaré: volta d'mar, 2011.
O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?
sábado, 11 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Leituras #32
Pedro Barbosa - "O Guardador de Retretes" (4ª edição muito revista, pouco aumentada). Porto: Edições Afrontamento, 2007.
Poema #110
INTERROGAÇÃO
Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do «Cântico dos cânticos».
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.
Camilo Pessanha
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do «Cântico dos cânticos».
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.
Camilo Pessanha
terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
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