O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Poema #110

INTERROGAÇÃO

Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.

Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do «Cântico dos cânticos».

Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de inverno.

Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.

Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.

Camilo Pessanha
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dia-a-dia #185

" O 25 de Abril está para Portugal como a Revolução Francesa está para a França, como a Revolução Russa está para a Rússia. Acho que tem mais importância como a tal libertação que foi, uma libertação que deixa espaço para um edifício, mas não começa ainda a construí-lo. Ou começa a construí-lo já com forças diferentes – e a construção que veio a seguir já foi uma construção feita por muitos pedreiros, uns mais livres outros menos livres. Logo a seguir ao 25 de Abril quantos partidos havia? Vinte e não sei quantos..."

Alberto Pimenta em entrevista a Viriato Teles, 2005


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dia-a-dia#184

A Lua anda encantada a apanhar sol e moscas, rica vida!