O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?
sexta-feira, 15 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dia-a-dia #172
Depois me explicarem o que foi a casuística em Sto. Inácio de Loyola, que implica uma auto-análise com as atenuantes contextuais, entrei numa pastelaria de Lisboa. Reparei então que existem dois tipos de jesuitas: uns mais simples, outros cobertos de amêndoas e recheio com gila. Pedi o mais complexo, a menina do balcão ainda me perguntou se o queria cortado ao meio, respondi logo que não. Não se deve ir directamente ao recheio, é melhor começar pelas pontas e comer devagarinho. Assim foi e nem consegui beber café. Só mais tarde fiquei a saber que afinal no meu estômago se encontrava um americano, porque os simples são os verdadeiros jesuitas, ou seja, os que têm uma crosta de açucar por cima.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Dia-a-dia #171
Ultimamente tenho-me lembrado desta feliz VIAGEM Big Ode#2 realizada em 2007, com o Rodrigo Miragaia e a Sara Rocio, partilhada com outros amigos. Recentemente reencontrámo-nos com os Ventilan na Livraria Sá da Costa aqui em Lisboa. Tenho-me lembrado também desta viagem, por andar de novo a apanhar comboios de um lado para o outro. As circunstâncias agora são bem diferentes, mas a partilha feliz de certos momentos está presente e dá-me força para as novas viagens que estou a realizar.
terça-feira, 12 de março de 2013
Dia-a-dia #170
E ontem o Paulo Tavares confirmou: ele tinha-me dito " Faz da tua dor uma arma" e aqui a chéché fixou " A minha dor é uma arma". Deve ser da anestesia geral que levei em Dezembro. Entretanto, neste GABINETE DE CURIOSIDADES descobri a bola da felicidade da Múmia de Sta. Comba Dão.
Poema #99
Para chegar a gostar de tudo
não queiras ter gosto em nada.
Para chegar a saber tudo
não queiras saber algo em nada.
Para chegar a possuir tudo,
não queiras possuir algo em nada.
Para chegar a ser tudo
não queiras ser algo em nada.
Para chegar ao que não gostas,
hás-de ir por onde não gostas.
Para chegar ao que não sabes,
hás-de ir por onde não sabes.
Para chegar a possuir o que não possuis,
hás-de ir por onde não possuis.
Para chegar ao que não és,
hás-de ir por onde não és.
Quando reparas em algo,
deixas de atirar-te ao todo.
Para chegar de todo a tudo,
hás-de afastar-te de todo em tudo.
E quando chegues de todo a ter,
hás-de tê-lo sem nada querer.
Quando já não o queria,
tenho tudo sem querer.
Quanto mais tê-lo quis,
com tanto menos me vejo.
Quanto mais buscá-lo quis,
com tanto menos me vejo.
Quanto menos o queria
tenho tudo sem querer.
Já por aqui não há caminho,
porque para o justo não há lei
para si ele é a lei.
S. João da Cruz - " Poesias completas" (tradução de José Bento). Lisboa: Assírio & Alvim, pp.89-91.
http://www.youtube.com/watch?v=oSGZaQG4ya0&feature=youtu.be
não queiras ter gosto em nada.
Para chegar a saber tudo
não queiras saber algo em nada.
Para chegar a possuir tudo,
não queiras possuir algo em nada.
Para chegar a ser tudo
não queiras ser algo em nada.
Para chegar ao que não gostas,
hás-de ir por onde não gostas.
Para chegar ao que não sabes,
hás-de ir por onde não sabes.
Para chegar a possuir o que não possuis,
hás-de ir por onde não possuis.
Para chegar ao que não és,
hás-de ir por onde não és.
Quando reparas em algo,
deixas de atirar-te ao todo.
Para chegar de todo a tudo,
hás-de afastar-te de todo em tudo.
E quando chegues de todo a ter,
hás-de tê-lo sem nada querer.
Quando já não o queria,
tenho tudo sem querer.
Quanto mais tê-lo quis,
com tanto menos me vejo.
Quanto mais buscá-lo quis,
com tanto menos me vejo.
Quanto menos o queria
tenho tudo sem querer.
Já por aqui não há caminho,
porque para o justo não há lei
para si ele é a lei.
S. João da Cruz - " Poesias completas" (tradução de José Bento). Lisboa: Assírio & Alvim, pp.89-91.
http://www.youtube.com/watch?v=oSGZaQG4ya0&feature=youtu.be
segunda-feira, 11 de março de 2013
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