O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Dia-a-dia #134
Hoje quando cheguei à Assembleia da República, fiquei surpreendida: estavam muitas pessoas com velas nas mão, uma aparelhagem tocava Bach bem alto. E lá encontrei a Ana Maria , a Rosa Maria, a Abigail, a Teresa da vígilia pela paz e fiquei a saber que ali estava também o protesto do pessoal dos restaurantes. Junto à aparelhagem um pequeno grupo mandava o Relvas estudar. Pensei que eles é que tinham levado a música, mas depois percebi que não. Foi o pessoal da restauração, que e assim protestavam contra o IVA a 23%. Também traziam cartazes, velas e ofereceram-nos café da avó (estava um frio de rachar), uns sonhos deliciosos e sopa. Conheci os filhos da Rosinha, que estavam deliciados a bricaram com as velas, tenho um palpite que o evento lhes vai ficar nas memórias de infância. No chão das escadas as velas desenhavam a palavra dignidade. Não foi necessário gritar ao som de Bach, e achei o momento maravilhoso.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Poema #87
A MINHA QUERIDA PÁTRIA
a pátria
os camões
os aviões e os gagos-coutinhos
coitadinhos
a pátria
e os mesmos
aldrabões
...
a pátria
os camões
os aviões e os gagos-coutinhos
coitadinhos
a pátria
e os mesmos
aldrabões
...
recém chegados
à democracia social
era fatal
a pátria
novos camões
na governança
liderando
as mesmas
confusões
continuando
mesmo assim
as velhas tradições
de mau latim
da Eneida
enfim
sabem que mais?
pois
vou da peida
Mário-Henrique Leiria - " Novos Contos do Gin"
à democracia social
era fatal
a pátria
novos camões
na governança
liderando
as mesmas
confusões
continuando
mesmo assim
as velhas tradições
de mau latim
da Eneida
enfim
sabem que mais?
pois
vou da peida
Mário-Henrique Leiria - " Novos Contos do Gin"
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Dia-a-dia #133
Mesmo há bocado vi uma boa natureza-morta social: um pombo a atacar um tabuleiro com restos de comida na esplanada da Gulbenkian, ao lado um papá com o filho ao colo, o bebé estava com um pijama branco com bolinhas coloridas. Que tonta, não tenho máquina fotográfica, dava uma boa pintura. Mas de facto, a realidade está sempre à frente da ficção.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
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