O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

dia-a-dia #110


Afinal o gato Sol chama-se Sunny, que significa soalheiro, luminoso, cheio de sol, brilhante, radioso, dourado e risonho. Não se chama Tanny como me havia dito a vizinha Luzinha. Fiquei hoje a saber o seu nome ao falar com a dona no quintal, enquanto o convencia a ir para casa, que é do outro lado. Esta paixoneta entre o Sunny e a Lua já dura há três meses. A dona queixou-se que ele só aparece em casa de manhã, porque gosta de apanhar sol no pátio junto aos quintais. Agora estes dois vão-se separar durante uma temporada: a Lua está com uma inflamação pulmonar e ele também vai amanhã ao veterinário, anda aos espirros, mas é mais resistente. Ontem a Lua estava com febre e o Sunny não saía de ao pé dela, muito preocupado. A ver se ficam os dois bem de saúde para poderem brincar novamente.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Poema #83

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sou do Portugal # 10










Anda por aí muitas invejas por causa do sucesso artístico português, mas em matéria de penteados, nós somos os melhores do mundo. Também ontem Ronaldo foi de uma modernidade assombrosa, visto que não se apresentou com a sua crista capilar  habitual e levou-nos à vitória. Os cabeleireiros da selecção estão de parabéns, estiveram a dar ao litro e nunca ninguém se lembra deles. São os maiores!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dia-a-dia #116

Estava na biblioteca bem concentrada nas leituras quando me senti observada: reparei então que na mesa em frente, um peculiar rapaz me estava a desenhar. Já o tinha visto por ali, também no Chiado, deve andar nas Belas. Surpreendeu-me, não o censurei e deixei-me estar, encarando como sendo algo natural. Ele percebeu e continuou o desenho. A sensação foi estranha porque aquele olhar sabia perfeitamente o que estava a captar, os gestos eram precisos e sem indecisões. A estranheza derivou da troca de papéis, sei que por vezes faço isso com conhecimento técnico, com as mãos em acção no papel. Agora sou eu: tratava-se dum jovem apolínio, bastante andrógeno, que dá gosto olhar, mas não dá vontade nenhuma de mexer; tinha uma figura fora do vulgar, alto, robusto, elegante e vestia de negro; o rosto era demasiado desenhado e equilibrado, daí o apelidar de apolíneo; a andrógenia derivava do longo cabelo louro cendrê; também tinha umas patilhas horriveis, com um ar experimental próprio da idade; as mãos eram sensuais, os dedos compridos estavam sujos de grafite, mãos de trabalho que não devem parar quietas; as mãos seguiam o seu olhar verde-água, rasgado, de lince selvagem que me dissecou sem piedade. Por fim, levantou-se para ir buscar os livros, deixou o bloco de apontamentos na mesa aberto com o desenho terminado. Não consegui observar bem o desenho porque estava longe, mas deu para ver que registou o meu decote com prazer.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amália Rodrigues - Fado Malhoa



A secretaria de Estado da Cultura anunciou hoje que a artista plástica Joana Vasconcelos vai representar Portugal na próxima Bienal de Veneza, em 2013.

Em comunicado, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, afirmou que Joana Vasconcelos nunca foi a artista convidada do pavilhão português no certame, mas que “está na altura de corrigir essa falha”. “Tem colocado o nome de Portugal ao mais alto nível no mercado mundial da arte”, justificou, acrescentando que as obras da artista, conhecida pelo seu trabalho de escultura, “levam ao exterior a marca identitária e tradicional de Portugal ao mesmo tempo que expressam uma modernidade assombrosa”.

Paulo Portas elogia Joana Vasconcelos