Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia-a-dia# 213




Este retrato é de 1974. Quando conheço um compatriota que nasceu depois do 25 de Abril costumo dizer: tens a sorte de ser filho da liberdade. Eu sou de uma geração de transição, que viveu e assistiu a muitas transformações sociais neste país e no mundo. Porque ser português é ser do mundo também. O meu primeiro partido foi o da pata da galinha. O meu irmão arranjou-me depois um cartaz do MDP-CDE, que um primo rasgou. Só mais tarde percebi que a pata da galinha era o símbolo dos pacifistas. Também só nesta altura é que tive partido, porque não me dei bem com essas coisas, nem com os padres e nunca me interessei por clubes de futebol ou outros clubes. Passaram 40 anos, o presente está agreste desde que começou a crise, sobretudo porque sinto que o futuro, agora e mais do que nunca é uma incógnita. Mas se calhar o meu rumo foi traçado quando escolhi o partido da pata da galinha: o pacifismo. Viver em estado contemplativo tem sido importante. Nunca perdi a curiosidade de ver e conhecer o mundo.

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