Eco

O que procuro em ti, eco ou planície, que não me respondes? Porque devolves apenas a minha voz?

domingo, 3 de março de 2013

Dia-a-dia #164








E não podia cantar, nem gritar na manif por causa do raio da faringite. Não fui a única que ali estava em silêncio, senti muitos silêncios. Vi brilho a iluminar a dor em olhares na direcção do meu cartaz. Apesar de ser a maior manifestação em que participei, estou triste.


No Público de hoje, em papel claro, a reportagem " A minha dor é uma arma" de Paulo Moura: «De início, Maria João A-minha-dor-é-uma-arma não queria responder a nenhuma pergunta. Nem queria dizer o nome. "Desconfiança", explicava. "Tenho uma laringite, não posso falar", justificava-se. Como se tivesse já esgotado a tolerância para mais algum pedido, mais alguma interpelação. A certa altura voltou-se para o repórter com os olhos a faiscar e perguntou: "O que me quer impor?" Eram apenas algumas perguntas sobre a manifestação, a recolha de um depoimento para a reportagem, mas ela não via as coisas assim, estava com vontade de provocar, e repetia, o olhar fixo e desafiador:" O que me quer impor?"»

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